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quarta-feira, 28 de março de 2012

A Crise e a Ilusão do Luxo

O país está em crise desde 2009 mas só em 2010 é que um trio maravilhoso chegou cá e a verdadeira austeridade aterrou no país.

Muitos já falam na recuperação e já ninguém pensa nos comportamentos incorrectos que fizeram o país quase mergulhar no abismo completo. A culpa é do antigo Governo, por agravação da situação, mas também de muitos anos de más governações, quer públicas, quer domésticas. A culpa é da ilusão do luxo que todos pensam ter mas que só alguns é que têm.

Vejamos um exemplo: uma pessoa com um rendimento alto compra um telemóvel com alta tecnologia no valor de 600€. Uma pessoa da classe média com alguns rendimentos estáveis compra um telemóvel de 60€. Parace-me proporcional os gastos em relação aos rendimentos. Podemos esperar que a última pessoa troque dez vezes de telemóvel até conseguir gastar tanto como a primeira pessoa gastou de uma só vez.
No entanto, isto não acontece: o que acontece é que ambas as pessoas gastam 600€ no telemóvel e trocam-no de ano a ano. A pessoa com altos rendimentos não sofre, mas aquele que não tem dinheiro para gastar, como pode ter o mesmo hábito que o rico?


E estes hábitos continuaram, até que a torneira do crédito fechou e muitos foram deixados apenas com dívidas e nenhum seguro de pagamento. Mas, como um mal nunca vem só, o Estado tinha de ser como algumas famílias e obter luxos ainda maiores e completamente desnecessários. Quem brinca com euros pode não ficar tão mal, mas quem brinca com mil milhões de euros, não está a brincar com o fogo - está a brincar com uma bomba atómica.

O luxo tem de ser relativo ao rendimento. O luxo tem de ser ajustar ao rendimento, e nunca o contrário. Mas esta norma não foi seguida nem por alguns famílias, nem pelo próprio Estado - e como poderemos confiar o nosso dinheiro ao Estado se esse maior exemplo não teve aulas de gestão básicas?
Tem de haver uma sensibilização dos cidadãos à poupança, um maior exemplo do Governo e um workshop completo de gestão básica para as famílias e para políticos que ousem chegar ao poder.

Mas nem na solução parece haver equilíbrio. Só uma parte de 'todos' é que é vítima da austeridade - mas as vítimas da crise são aqueles que viveram dentro do seu luxo, pagaram os seus impostos e ainda terão de pagar os luxos do Estado e de outras famílias.

A justiça da austeridade para todos é injusta; porém a injustiça sabe de uma maneira diferente aos justos e aos responsáveis. Já se sabe como é a Justiça em Portugal - mas isso é outro filme, com uma troika completamente diferente.
Agora, nesta troika, o filme já tem mais preto do que branco, para aqueles que, mal ou bem, conseguiram ter uma vida de luxo, dentro do seu luxo.

Rita Amaral, 2012

segunda-feira, 12 de março de 2012

Um Plano Simples - Fazer Uma Festa


São dez da noite e a plateia do Coliseu nem está pela metade. Ainda assim, a banda Simple Plan faz a sua debut em Portugal, dez anos depois da sua estreia no mundo da música.

"Shut Up" abre as hostes com um ritmo rápido e divertido mas a banda parece não devolver a mesma energia ao público. Porém, já na terceira música, também bastante ritmada do segundo álbum lançado em 2004, o Coliseu já está mais quente e a banda já revela a sua energia em palco e a sua descontraída conversa com o público.

Apesar do enorme amor demonstrado ao público e da sua relação muito próxima com este, a verdade é que os Canadianos parecem vir demasiado tarde. Quem em 2002 tinha doze anos, agora já passou os vinte, e já não parece ligar muito aos dramas adolescentes explorados nas letras do quinteto. Num domingo à noite, a sala enche-se de raparigas que devem ter no máximo 15 anos, de mulheres acompanhadas com os namorados que foram à força e, surpreendentemente, de alguns homens, uns adolescentes, outros já perto dos 30, mas que parecem ter ido calhar na sala por puro divertimento.

E mesmo o Coliseu não estando cheio, a noite provou ter alguns momentos especiais para um simples concerto. A música "Thank You" foi alterada - o refrão foi cantado com a mudança da letra para 'Obrigado' e ainda houve uma fã sortuda, uma Mariana, que conseguiu ter os parabéns cantados pelos canadianos e pelo público. Ainda assim, aquilo que mais deve ter apanhado o público foi a conversa um tanto erótica do baixista David Desroiers e um medley que contemplou as músicas de Maroon 5, Taio Cruz e LMFAO, onde o vocalista Pierre Bouvier brindou o público feminino com o levantar da tshirt preta e a mostra dos seus abdominais definidos.

Passando por várias músicas do primeiro e do álbum mais recente, a noite acabou com a música mais esperados por todos - a balada "Perfect", tocada com uma introdução acústica, fez algumas raparigas chorarem e muitos relembrarem o que é ser adolescente e sentir-se incompreendido.

A noite assim fechou. Uma noite que ficou por um público a metade e que trouxe uma banda energética com um plano muito simples - tornar um concerto numa festa entre amigos.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Actual

Mário Soares e Passos Coelho encontraram-se em segredo

É quinta-feira, mas só se soube agora que Mário Soares e Pedro Passos Coelho encontraram-se na manhã da passada segunda-feira, em segredo. Segundo jornal Sol, o encontro entre os dois políticos de fracções opostas teve a duração de hora e meia e, segundo fontes da direcção do PSD, a reunião prendeu-se no manifesto Um Compromisso Nacional.
O ex-presidente da República foi ao encontro acompanhado por Leonor Beleza e Soares dos Santos, todos eles subscritores do documento, que já ascende a mais de uma centena, reunindo até outros dois ex-presidentes da Repúblicos, Ramalho Eanes e Jorge Sampaio.
Um Compromisso Nacional é um manifesto, inicialmente assinado por 47 personalidades portuguesas, dentro destas políticos, empresários, escritores e pintores, que faz apelo a um consenso entre os partidos e instituições tendo em conta a "credibilidade externa" e a uma "maioria [parlamentar] inequívoca", tida por "indispensável na construção do consenso mínimo para responder à crise".

(Fonte: iOnline / Sol)

terça-feira, 19 de abril de 2011

Actual

Troika começa hoje negociações
Novo Governo que será eleito terá pouca margem de manobra

A "troika" da Comissão Europeia, do Fundo Monetário Internacional, e do Banco Central Europeu (UE-FMI-BCE) começa hoje verdadeiramente as discussões políticas com o Governo sobre a ajuda ao país. Nesta última semana que passou, a "troika" esteve simplesmente em reuniões técnicas. Qualquer das novas medidas com impacte orçamental terá de ser obrigatoriamente aprovada por Bruxelas.
Quem está a fazer agora as negociações é o Governo de gestão, que tem ainda algum poder, dada à situação grave do país. No entanto, esta ajuda externa, se se assemelhar às decisões tomadas para a Grécia, vai fazer com que o partido vencedor das eleições de 5 de Junho passará os próximos três anos subordinado às regras ditadas pela "troika". O que o Governo terá de fazer é não adoptar políticas que ponham em causa os objectivos definidos no programa de assistência financeira, à semelhança do que aconteceu na Grécia e na Irlanda. 
As equipas lideradas por Jürgen Kröger (CE), Rasmus Rüffer (BCE) e Poul Thomsem (FMI) já estiveram na última semana em Lisboa, onde analisaram os vários sectores da economia, realizando reuniões em vários ministérios e encontros diários no Ministério das Finanças.
Depois destas análises, começa-se a conhecer algumas das ideias concretas para se reequilibrar as contas do Estado. O Correio da Manhã aponta para redução ou eliminação de subsídios de Férias e de Natal dos reformados, representando uma poupança de mais de 3 mil milhões de euros. Esta ideia poderá ser alargada aos salários, quer dos sectores públicos quer privado. A redução do período de duração e do valor dos subsídios de desemprego, a facilitação dos despedimentos com contratos por tempo indeterminado e a redução do valor das suas indemnizações - são todas ideias que as autoridades europeias têm vindo a defender constantemente.
Jürgen Kröger defendia em Setembro do ano passado uma redução dos níveis salariais em Portugal (a par de aumento na Alemanha), de modo a ajudar a uma estratégia de relançamento da economia, conforme lembra o Jornal de Negócios na sua edição de hoje.
Na saúde, a ideia da “troika” é aumentar as taxas moderadoras e reduzir as comparticipações nos medicamentos, segundo aquele jornal, num contexto em que o Governo terá pouca margem de manobra para negociar. No entanto, a questão da saúde continua a ser uma área muito problemática, já que muito são conhecidas as queixas dos mais idosos com pensões mínimas, que, invariavelmente, acabam sempre nas farmácias.
Na semana passada já se tinha feito saber que na equipa técnica que está em Lisboa defende-se uma alteração no mercado habitacional no sentido de facilitar o arrendamento, o que pode passar por despejos mais fáceis, e dificultar a compra (falou-se em fazer subir preços das casas).
Reformas para melhorar o desempenho da justiça e acelerar a liberalização de sectores menos expostos à concorrência também estão no leque das ideias que têm sido noticiadas. Entende-se, todavia, que tudo fica na zona da especulação, já que é hoje que começam as negociações entre a "troika" e o Governo.

(Fonte: Público.pt [outros jornais citados dentro do artigo original da fonte indicada]; Foto: Daniel Rocha)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Actual

PSD tem orgulho em ter Fernando Nobre como cabeça-de-lista

A polémica de Fernando Nobre, um candidato independente às últimas eleições presidenciais em Janeiro que agora é cabeça-de-lista por Lisboa pelo PSD nas próximas eleições legislativas continua a dar que falar.
Muitos ainda se encontram surpreendidos com a integração do cidadão sem qualquer experiência política que repetiu demasiadas vezes não integrar num partido político.
A juntar mais um acontecimento a esta polémica, o secretário-geral do partido, Miguel Relvas, disse hoje que o PSD "tem orgulho" em ter Fernando Nobre como cabeça-de-lista. É necessário recordar que, em entrevista ao "Expresso" este fim-de-semana, o candidato a Lisboa disse que renunciava ao cargo de deputado caso não fosse eleito presidente da Assembleia da República. O líder do PSD pediu alguns esclarecimentos, e, para Miguel Relvas, já está "tudo esclarecido" e assim Fernando Nobre "explicou o seu desapego ao poder" pelo que o "debate permanente não tem razão de ser", explicou o secretário-geral, justificando que Nobre "não é um político profissional como os socialistas que o atacam. 
Relvas ainda foi questionado se considerava que Fernando Nobre ficaria como deputado mesmo que não fosse o eleito para presidente da Assembleia, ao que respondeu: "Não tenho dúvidas disso".

(Fonte: iOnline)

domingo, 17 de abril de 2011

Desporto

Primeiro Real Vs Barcelona termina em empate

Ontem deu-se aquele que foi o primeiro de quatro duelos entre as duas grandes equipas espanholas: o Real Madrid, com o jogador internacional português, Cristiano Ronaldo, e o melhor treinador do mundo português, José Mourinho, contra o FC Barcelona, que é encabeçado pelo jogador argentino Lionel Messi, vencedor da Bola de Ouro da FIFA 2010.
O duelo de ontem acabou num empate. Mas um empate especial: os considerados dois melhores jogadores do mundo, Ronaldo e Messi, foram os marcadores dos golos das suas equipas, o que levou ainda mais fervor ao jogo. Messi marcou aos 52 minutos e Ronaldo aos 82, ambos em situação de penalty.
Para o técnico do Barcelona, Pep Guardiola, o resultado foi bom: "Vir ao Bernabéu e empatar é muito bom", afirmou depois do jogo. Guardiola ainda elogiou o trabalho da sua equipa, como também deixou palavras simpáticas para os merengues ("O Madrid é uma senhora equipa"), bem como para Cristiano Ronaldo ("É um jogador persistente").
Já Mourinho, que na conferência de imprensa antes do jogo irritou vários jornalistas com o seu silêncio, apresentou-se na sala de imprensa depois do jogo queixoso e com algumas críticas: "Foi um jogo equilibrado enquanto estivemos 11 contra 11. Estou farto de jogar com 10 contra o Barcelona. É uma missão quase impossível jogar em igualdade de condições. Respondemos bem a jogar com menos um porque treinámos. A diferença de critério foi incrível, porque não entendo por que razão o Daniel Alves não foi expulso”, afirmou Mourinho, ao referir-se à situação em que Raúl Albiol levou cartão vermelho e foi expulso por derrubar Villa dentro da grande área, aos 52 minutos da partida, que levaram ao penalty e golo de Messi pelo Barcelona. Em todo o caso, Mourinho também não poupou elogios à equipa adversária - "O Barcelona é a melhor equipa do Mundo em posse de bola. Com 11 contra 11 teve dificuldade, mas contra 10 fez o que gosta", analisou o técnico português.
Espera-se agora os outros três confrontos todos este mês entre Real Madrid e Barcelona, Ronaldo e Messi.

(Fonte: Record)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Desporto

Ferrari pode sair da F1 no final de 2012

O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo criticou as recentes alterações que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) aprovou na Fórmula 1. O seu comentário foi mais longe, com uma ameaça em abandonar a competição no final de 2012.
Montezemolo afirma, em declarações à Auto Bild, que "o contrato termina no final de 2012 e vamos discutir como proceder. A Ferrari vai continuar enquanto o desporto nos der algum apoio para o desenvolvimento da tecnologia na produção dos nossos carros. Caso contrário, não ficaremos [na Fórmula 1]".
A FIA pondera para 2013 a introdução de motores de quatro cilindros, algo que a Ferrari vê com preocupação. Face a estas recentes alterações na modalidade, o presidente da equipa fez grandes críticas, argumentando que estas mudanças deixaram o desporto de automobilismo da F-1 "muito artifical" e que estas afastam os adeptos da modalidade: "Agora, um volante é um computador coberto de botões. Os fãs não entendem mais isto".
A Ferrari é sem dúvida uma das equipas mais importantes da Fórmula 1, tendo sido esta a equipa de Michael Schumacher de 1996 a 2006, um campeão com dez títulos.

(Fonte: abola.pt)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Desporto

Porto, Benfica e Braga passam a meias-finais

Portugal está nas meias-finais da Liga dos Campeões, representado pelo FC Porto, Benfica e Sporting de Braga.
O FC Porto garatiu a passagem para as meias-finais da Liga Europeia, mais uma vez com uma goleada de 5 golos frente ao Spartak. Na primeira mão, o encontro ficou 5-1, para o FCP. Desta vez, a fórmula repetiu-se, com cinco golos que foram autênticas bombas que só deixaram o clube de Moscovo marcar dois golos. A goleada ficou nas mãos de Hulk, Cristian Rodriguéz, Guarín e Ruben Michael. André Villas-Boas está satisfeito com o resultado, mas garante que o Porto, para sonhar com o título, tem de ir mais longe e ficar mais forte.

O Benfica conseguiu assegurar a sua passagem por volta das 22h, ao empatarem com o PSV. Na primeira mão, os diabos vermelhos conseguiram ir para a segunda mão com uma vantagem considerável, com um 4-1. Os vermelhos começaram a perder por 2 golos, mas depois Luisão na primeira parte, e Cardozo com um penalty na segunda parte, passaram cartão verde aos lusos, derrotando assim um dos melhores clubes da liga holandesa actualmente.

O Sporting de Braga fez um empate na sua primeira mão frente ao Dínamo Kiev, com uma bola. Nesta segunda mão, houve alguns cartões amarelos e vermelhos mas o jogo acabou sem golos na baliza. A equipa de Domingos Paciência passa assim as meias-finais, onde vai defrontar o Benfica.

Continuamos num ambiente patriótico de apoio às equipas portuguesas que se encontram na Liga Europa.
(Fonte: Record/Sic Notícias)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Desporto

Frederico Gil vence e alcança feito histórico

O tenista Frederico Gil derrotou o alemão Florian Mayer, pelos parcias de 7-5 e 6-1, garantindo a sua presença na terceira ronda do torneio de Masters de Monte Carlo.
O português saiu-se vitorioso no jogo e alcançou um feito histórico - é o primeiro português a chega raos oitavos-de-final de um torneio da categoria Masters 1000 da ATP World Tour.
No primeiro jogo equilibrado, Gil chegou a ter um "break" de desvantagem mas arrancou a vitória a Mayer passados 57 minutos. No entanto, só fez o segundo jogo durar 26 minutos, derrotando o seu adversário, o 35º melhor do mundo. É a segunda vez que o tenista vence o alemão e também a segunda vez que chega à terceira ronda de um torneio de categoria 1000 da ATP World Tour, depois de 2009, em Miami.
O próximo adversário de Gil é o francês Gael Monfils, oitavo cabeça de série.
Com todos estes feitos, o tenista português já garantiu cerca de 27 mil euros e 90 pontos para o ranking mundial ATP. Neste momento, Frederico Gil é o 82º melhor do mundo.
Continuaremos a acompanhar as vitória do ténis português com entusiasmo!

(Fonte: Record)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Desporto

Frederico Gil passa primeira ronda dos Masters de Monte Carlo

O tenista português Frederico Gil venceu esta segunda-feira o ucrâniano Sergiy Stakhovsky, número 38 do Mundo, por 6-1, 6-3, e e apurou-se para a segunda ronda do Masters de Monte Carlo.
O tenista português, que ocupa a 82.ª posição no ranking ATP, defronta seguidamente o alemão Florian Mayer, 35º no ranking mundial.
Esta é uma boa vitória para Portugal no campo desportivo. Frederico Gil mostrou-se muito satisfeito com esta primeira ronda do Masters de Monte Carlo: “Fiz mais um excelente jogo, joguei alto e fundo e aproveitei as oportunidades. O início do segundo 'set' foi daqueles momentos mais difíceis, em que não consegui jogar ao mesmo nível e ele também arriscou e teve sorte. Mas tive a calma suficiente para voltar à táctica que estava a dar resultado. Ele tem um tipo de jogo muito agressivo e consegui contrariá-lo a maior parte do tempo”, explicou Gil em declarações à sua assessoria de imprensa.
Frederico ainda falou do seu próximo adversário, Florin Mayer, que venceu o tenista nacional em Istambul, em 2009, mas que Gil venceu mesmo na ronda inicial do Estorial Open do ano passado.
"Ele [Mayer] tem mais experiência que eu a este nível e eu estou mais maduro em campo, mas o importante é manter a concentração e o nível de jogo. Vai ser muito difícil mas vou dar o meu melhor e tentar jogar de forma parecida com o que fiz no Estoril Open.", revela o tenista.
Dá-se os parabéns ao tenista nacional, por representar o nosso país no campeonato e por, com sucesso, passar à segunda ronda.

(Fonte: Record)

sábado, 9 de abril de 2011

Rita Amaral entrevista Catarina Nunes

A terceira entrevista a ser lançada foi realizado por Rita Amaral a Catarina Nunes. Fiquem a conhecê-la melhor.


Economia

Europa só ajuda Portugal se houver um plano imediato

Portugal pediu ajuda externa à comunidade europeia. No entanto, apesar do cenário previsto de maior austeridade, os planos do nosso país não serão plenamente concretizados.
Os ministros europeus das Finanças exigem obter desde já um programa de "pleno direito" a três anos, deixando assim para depois das eleições algum "ajustamento final", que pode ser possível ou não. Esta ideia vai contra o cenário apresentado pelo PSD e CDS-PP, que defendiam uma negociação a "dois tempos" do pacote de ajuda financeira a Portugal.
Este programa europeu é contrário a uma assistência financeira e deverá ascender os 80 mil milhões de euros durante três anos, segundo as estimativas preliminares de Olli Rehn, o comissário europeu responsável pelos assuntos financeiros e económicos.
Os termos deverão ser acordados na próxima reunião dos titulares das Finanças, que ocorre a 16 Maio. As primeiras transferências para o nosso país poderão começar a partir de um prazo de dez dias depois da reunião. Sabe-se que há uma parte da ajuda que irá para os bancos, mas que ainda não está ao certo quantificada. Quem delimitou o programa foram os ministros europeus das Finanças, numa reunião informal em Gödöllö, nos arredores de Budapeste.
Prevê-se que o programa inclua um sério aperto de cinto orçamental e reformas como a "eliminação da rigidez" do mercado de trabalho, a correcção de desequilíbrios externos e um "ambicioso programa de privatizações".
O programa final será negociado já na próxima semana entre o Governo e uma missão de técnicos da Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e  do Fundo Monetário Internacional (FMI), que se deslocarão a Portugal.
Mas estas modalidades de negociações - que prevêem o envolvimento dos principais partidos políticos no processo - provocaram uma divergência de fundo com o ministro Teixeira dos Santos, que deixou claro que quem tem de governar com a oposição não é o governo, mas “as partes envolvidas do lado europeu”.
Também o director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, que ontem confirmou já ter recebido um pedido de assistência financeira de Portugal defende o envolvimento dos partidos da oposição nas negociações.

(Fonte: Público)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Francisco Mendes entrevista Rita Amaral

A primeira de uma série de entrevistas entre os seis elementos dos Jornalistas Em Linha. Francisco Mendes entrevista Rita Amaral, fiquem a conhecê-la melhor.


Francisco Mendes entrevista Rita Amaral by jornalistasemlinha

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Economia

Teixeira dos Santos afirma que o país vai pedir ajuda externa

O ministro das Finanças do Governo de gestão, Teixeira dos Santos, afirmou que Portugal vai pedir ajuda externa. O ministro esteve esta tarde num Conselho de Ministros extraordinário.
Teixeira dos Santos disse ao Jornal de Negócios que "é necessário recorrer aos mecanismos de financiamento disponíveis no quadro europeu. Esta decisão vai atender à "difícil situação nos mercados financeiros", já que ontem a Fitch corte o 'rating' a seis bancos portugueses passando alguns para o nível de 'junk' (lixo).
Existe, no entanto, a pergunta: Portugal vai pedir ajuda agora, como apelam os banqueiros e os economistas em geral? "Perante esta difícil situação, que poderia ter sido evitada, entendo que é necessário recorrer aos mecanismos de financiamento disponíveis no quadro europeu em termos adequados à actual situação política. [Este pedido] exigirá, também, o envolvimento e o comprometimento das principais forças e instituições políticas nacionais", esclarece o ministro.
O leilão da dívida portuguesa de esta manhã incentivou os mercados. Mas Teixeira dos Santos considerou que o leilão "expressa bem a deterioração das condições dos mercados após a rejeição do PEC. A procura externa é bem menor e as taxas reflectem o agravamento, sem precedentes, registado nas últimas semanas em virtude do aumento da incerteza que paira sobre o país".
Em nome do seu ministério, o ministro garantiu que este está "vigilante e diligente no acompanhamento da situação dos mercados financeiros e da repercussão nas condições gerais de financiamento do país".

(Fonte: iONLINE)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Economia

Ficht corta rating a seis bancos portugueses
O rating de Portugal e dos bancos portugueses levou um corte pela Fitch, passando alguns bancos portugueses para a escala de 'junk' (lixo).
A Caixa Geral de Depósitos, juntamente com a Caixa BI, o BCP e o BPI com a subsidiária Banco Português de Investimentos, viram a sua nota de dívida a longo prazo ser cortada para BBB-, sendo este o último nível antes de a dívida ser considerada 'lixo'.
Quanto às notas atribuídas ao Banif, ao Montepio Geral e ao Finibanco, estas passaram para BB, isto é, já estão fora da escala de investimento, o que significa que a dívida do país é considerada especulativa, e pouco recomendável, porque existe o risco de o país não conseguir pagar aos credores. Já são considerados 'junk'.
Nos casos do Santader Totta SGPS e do Banco Santander S.A., apenas os 'ratings' individuais sofrem um corte de B/C para C, deixando de estar sob avaliação para novo corte. Os restantes bancos passaram a C/D.
A agência Fitch, que anunciou este novo corte no 'rating', explica-o com a diminuição da nota dada à República Portuguesa e pela pressão que irá manter-se, "ou mesmo aumentar" no curto prazo. A agência argumenta que o acesso aos mercados de financiamento, podem agravar-se ou mesmo fechar-se completamente "por um período de tempo prolongado", devido às últimas decisões sobre a notação financeira da República.

(Fonte: DN.pt)
Para se perceber melhor esta questão dos 'ratings', os Jornalistas em Linha publicaram um link de um site que explica como interpretar esta questão. Para ver a publicação com o site, clique aqui. 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Economia

Novos recordes da dívida portuguesa
As notícias sobre a economia portuguesa, nos tempos que correm, permanecem más para os portugueses.
Os juros da dívida portuguesa continuam a bater recordes, e a ultrapassar os limites.

Segundo dados da agência Reuters, a taxa implícita a dez anos estava em 8,753 por cento, quase perto das 12h, sendo que minutos antes atingiu um preço de 8,763. Tal número é um novo máximo na era do euro. Relembramos que na sexta-feira tinha chegado ao fim do dia em 8,720 por cento.

Para as Obrigações do Tesouro a cinco anos, a taxa implícita continua a aproximar-se muito dos dez por cento. Por volta das 12h também, estava em 9,836 por cento, o que constituía um novo recorde da era do euro e é um valor que não se registava desde finais de 1995.

As taxas a três e dois anos também subiam face ao fecho de sexta-feira, para 9,603 e 8,844 por cento, o que no segundo caso era também um novo máximo na era do euro.
Os juro implícitos registados para os títulos a um ano são os únicos deste grupo que ainda estam abaixo dos das Obrigações a dez anos, mas a curta distância: 8,562 por cento às 11h40, mas com fortes oscilações durante toda a manhã, entre valores um pouco abaixo de oito e acima de 8,5 por cento.

O Estado, através do IGCP, anunciou para quarta-feria dois leilões de Bilhetes do Tesouro, a seis meses e um ano, num montante conjunto entre 750 milhões e mil milhões de euros.
Saldar a dívida portuguesa continua a ser um assunto preocupante para o país, que enfrenta agora uma crise política e a possibilidade de receber o FMI mais tarde ou mais cedo.

(Fonte: Público)

sábado, 2 de abril de 2011

Sociedade

Soflusa desconvocada greves agendadas

Estamos num tempo em que os transportes fazem várias greves em constestação da diminuição dos seus salários. No entanto, parece-se que esta seja uma boa notícia.
A empresa Soflusa desconvocou as greves que tinha agendadas para os dias 4, 5 e 6 de Abril. Assim, as ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa devem permanecer iguais aos outros dias normais.
Uma fonte da empresa disse à Lusa que "depois do plenário de trabalhadores, que decorreu hoje [sexta-feira] à tarde, foi efectuada uma reunião entre os sindicatos e a administração da empresa. Na sequência dessa reunião, a greve de três dias foi desconvocada."
Nas datas marcadas, os trabalhadores iriam fazer duas horas de greve por turno. As escalas de serviço, férias e trabalho extraordinário são algumas das questões reinvidicadas pela greve.

(Fonte: DN.pt)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Sociedade

Jovens juntam-se em nova manifestação contra a precariedade

Os jovens saíram de novo à rua em protesto contra o desemprego e a precaridade.
A baixa de Lisboa recebeu manifestantes vindos de todos os distritos do país, que expressavam as suas reivindicações com palavras de ordem como "cheira mal, cheira mal, a precariedade laboral" e "é preciso que isto mude, emprego para a juventude".
A concentração de jovens que empunhava bandeiras vermelhas e brancas dos seus respectivos sindicatos chamaram a atenção de turistas e dos transeuntes, que paravam na rua para ver o desfile.
A acção de protesto, promovida pela Interjovem, estrutura de juventude da CGTP, começou com duas pré-concentrações, uma no Cais do Sodré e outra no Intendente, e as duas juntaram-se na Praça da Figueira. Já com as duas concentrações, os manifestantes desceram para a Rua do Outro, em direcção à Rua do Carmo, onde terminaram o desfile, com a intervenção do secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, e com o dirigente da Intervom, Valter Lóios.
Esta manifestação dos jovens teve como objectivo reivindicar trabalho com direitos e melhores salários. Esta acção de luta realizou-se no âmbito das comemorações do Dia Nacional da Juventude, segunda-feira, dia 28.

(Fonte: DN.pt)

quarta-feira, 30 de março de 2011

Crónica


Transportes "a pé"
Sabe-se que os transportes públicos são um meio de transporte que muitos portugueses adoptam para fazer as suas deslocações casa-trabalho trabalho-casa. E, com a crise actualmente vivida, e com o preço da gasolina a ultrapassar 1,50€, muitos portugueses decidiram deixar o carro em casa e passarem a comprar passes intermodais para irem trabalhar.

No entanto, andar de transportes públicos também já não se torna uma solução, pelo menos em Lisboa. O meio de transporte preferido pelos portugueses é, sem dúvida, o Metro. Isto sabe-se porque este está sempre cheio na chamada ‘hora-de-ponta’ e quando o Metro faz greve, a cidade enche-se de carros – pessoas que tomaram precauções devidas – ou então autocarros atrasados e cheios de passageiros apertadinhos uns aos outros. 

A seguir vem o autocarro, que, apesar de parar muitas vezes, dependendo da carreira, pára em sítios específicos da cidade, deixando logo a maior parte dos passageiros: falo, por exemplo, da carreira da Carris 750, que pára no Campo Grande, ou a carreira 22, que pára no Areeiro, Saldanha e Marquês de Pombal.
E, por último, o comboio. Os percursos são fixos, não existe grande flexibilidade de linhas nem de horários. Mas se se quer ir para um sítio específico, todos os dias, à mesma hora, então o comboio é muito bom, porque não se atrasa e o trânsito é nulo.

Porém, já nenhum destes transportes é, digamos, 80% fiável. Digo isto pela minha própria experiência. Vamos, então, pegar neste mês de Março. 

A CP está em greve o mês inteiro – a última foi na terça-feira - o que significa que, todos os dias, nunca se sabe muito bem qual comboio é que se vai apanhar e a que horas. 

A Carris tem estado normal, mas é afectada pelas outras greves. Nomeadamente o 750, que parte relativamente sempre à mesma hora, mas que, se o Metro falha algum dia, atrasa-se, e as pessoas esperam mais de vinte minutos na paragem. Não se apanha o próximo, mas sim o segundo a seguir daquele que se apanha habitualmente e que, nesse dia, por causa do Metro, falhou. E o tal atraso fez com que a fila na Gare do Oriente desse a volta toda ao terminal, porque demorou-se cerca de sete minutos a deixar que todos entrassem, mesmo notando-se que o autocarro encheu passados três minutos.

O Metro é eficaz, todavia agora com duas próximas greves e com algumas avarias hoje e no outro dia, torna-se difícil criar a rotina de ir no Metro. E se ele falha, vai-se para a interminável fila de autocarro.
Eu gostava muito dos transportes deste país. Poderia não ser tão cómodo e talvez rápido como ter um próprio carro. Mas, habituando-se aos horários e conhecendo os percursos a fazer, tornava-se fácil andar quer de Metro, quer de autocarro da Carris, camioneta da Rodoviária de Lisboa ou até de comboio. Agora, com a guerra entre os transportes e o Governo e consecutivamente com as greves, todos autocarros, camionetas, metros e comboios estão a criar uma confusão enorme nos próprios horários das pessoas, quer seja para o trabalho, para a escola, ou para a faculdade!

Os transportes são de facto muitos importantes quanto ao dinamismo da cidade e às rotinas de trabalho e lazer do cidadão. Sem transportes, e contando que muitos portugueses não têm carro “sustentável”, as pessoas não trabalham, não se produz, e o país pára. É essa a situação que actualmente vivemos. E tal situação não pode continuar! Se não daqui a uns meses, se alguma coisa não se resolve, das duas uma: ou agarro na minha bicicleta e vou até Benfica…ou até vou fazer jogging até lá. Desde que o professor entenda o atraso (ou então também ele está ao meu lado a pedalar…).

Sociedade

Medicamentos voltam a ter preço nas embalagens

A comissão parlamentar aprovou hoje a recolocação do preço de venda ao público nas embalagens dos medicamentos. O diploma foi aprovado com os votos favoráveis de toda a oposição.
Dois deputados em declarações à Lusa, Teresa Caeiro, do CDS-PP, e João Semedo, do Bloco de Esquerda, afirmaram que o diploma será aprovado em plenário na Assembleia da República na sexta-feira, dia 1 de Abril, ou então na quarta-feira da própria semana, dia 6 de Abril. Os deputados ainda disseram que a proposta de lei que visa a recolocação do preço dos medicamentos foi aprovada na comissão de Saúde na reunião de quarta-feira, contando apenas com votos desfavoráveis do PS.
A própria comissão ainda está a finalizar o diploma.
Este novo diploma vem assim anular o decreto-lei 106-A/2010, de 1 de Outubro, que permitiu a eliminação da indicação dos preços de venda ao público, nos casos dos medicamentos comparticipados sujeitos a receita médica.

(Fonte: Lusa/Público)