segunda-feira, 4 de abril de 2011

Economia

Novos recordes da dívida portuguesa
As notícias sobre a economia portuguesa, nos tempos que correm, permanecem más para os portugueses.
Os juros da dívida portuguesa continuam a bater recordes, e a ultrapassar os limites.

Segundo dados da agência Reuters, a taxa implícita a dez anos estava em 8,753 por cento, quase perto das 12h, sendo que minutos antes atingiu um preço de 8,763. Tal número é um novo máximo na era do euro. Relembramos que na sexta-feira tinha chegado ao fim do dia em 8,720 por cento.

Para as Obrigações do Tesouro a cinco anos, a taxa implícita continua a aproximar-se muito dos dez por cento. Por volta das 12h também, estava em 9,836 por cento, o que constituía um novo recorde da era do euro e é um valor que não se registava desde finais de 1995.

As taxas a três e dois anos também subiam face ao fecho de sexta-feira, para 9,603 e 8,844 por cento, o que no segundo caso era também um novo máximo na era do euro.
Os juro implícitos registados para os títulos a um ano são os únicos deste grupo que ainda estam abaixo dos das Obrigações a dez anos, mas a curta distância: 8,562 por cento às 11h40, mas com fortes oscilações durante toda a manhã, entre valores um pouco abaixo de oito e acima de 8,5 por cento.

O Estado, através do IGCP, anunciou para quarta-feria dois leilões de Bilhetes do Tesouro, a seis meses e um ano, num montante conjunto entre 750 milhões e mil milhões de euros.
Saldar a dívida portuguesa continua a ser um assunto preocupante para o país, que enfrenta agora uma crise política e a possibilidade de receber o FMI mais tarde ou mais cedo.

(Fonte: Público)

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