quarta-feira, 28 de março de 2012

A Crise e a Ilusão do Luxo

O país está em crise desde 2009 mas só em 2010 é que um trio maravilhoso chegou cá e a verdadeira austeridade aterrou no país.

Muitos já falam na recuperação e já ninguém pensa nos comportamentos incorrectos que fizeram o país quase mergulhar no abismo completo. A culpa é do antigo Governo, por agravação da situação, mas também de muitos anos de más governações, quer públicas, quer domésticas. A culpa é da ilusão do luxo que todos pensam ter mas que só alguns é que têm.

Vejamos um exemplo: uma pessoa com um rendimento alto compra um telemóvel com alta tecnologia no valor de 600€. Uma pessoa da classe média com alguns rendimentos estáveis compra um telemóvel de 60€. Parace-me proporcional os gastos em relação aos rendimentos. Podemos esperar que a última pessoa troque dez vezes de telemóvel até conseguir gastar tanto como a primeira pessoa gastou de uma só vez.
No entanto, isto não acontece: o que acontece é que ambas as pessoas gastam 600€ no telemóvel e trocam-no de ano a ano. A pessoa com altos rendimentos não sofre, mas aquele que não tem dinheiro para gastar, como pode ter o mesmo hábito que o rico?


E estes hábitos continuaram, até que a torneira do crédito fechou e muitos foram deixados apenas com dívidas e nenhum seguro de pagamento. Mas, como um mal nunca vem só, o Estado tinha de ser como algumas famílias e obter luxos ainda maiores e completamente desnecessários. Quem brinca com euros pode não ficar tão mal, mas quem brinca com mil milhões de euros, não está a brincar com o fogo - está a brincar com uma bomba atómica.

O luxo tem de ser relativo ao rendimento. O luxo tem de ser ajustar ao rendimento, e nunca o contrário. Mas esta norma não foi seguida nem por alguns famílias, nem pelo próprio Estado - e como poderemos confiar o nosso dinheiro ao Estado se esse maior exemplo não teve aulas de gestão básicas?
Tem de haver uma sensibilização dos cidadãos à poupança, um maior exemplo do Governo e um workshop completo de gestão básica para as famílias e para políticos que ousem chegar ao poder.

Mas nem na solução parece haver equilíbrio. Só uma parte de 'todos' é que é vítima da austeridade - mas as vítimas da crise são aqueles que viveram dentro do seu luxo, pagaram os seus impostos e ainda terão de pagar os luxos do Estado e de outras famílias.

A justiça da austeridade para todos é injusta; porém a injustiça sabe de uma maneira diferente aos justos e aos responsáveis. Já se sabe como é a Justiça em Portugal - mas isso é outro filme, com uma troika completamente diferente.
Agora, nesta troika, o filme já tem mais preto do que branco, para aqueles que, mal ou bem, conseguiram ter uma vida de luxo, dentro do seu luxo.

Rita Amaral, 2012

segunda-feira, 12 de março de 2012

Um Plano Simples - Fazer Uma Festa


São dez da noite e a plateia do Coliseu nem está pela metade. Ainda assim, a banda Simple Plan faz a sua debut em Portugal, dez anos depois da sua estreia no mundo da música.

"Shut Up" abre as hostes com um ritmo rápido e divertido mas a banda parece não devolver a mesma energia ao público. Porém, já na terceira música, também bastante ritmada do segundo álbum lançado em 2004, o Coliseu já está mais quente e a banda já revela a sua energia em palco e a sua descontraída conversa com o público.

Apesar do enorme amor demonstrado ao público e da sua relação muito próxima com este, a verdade é que os Canadianos parecem vir demasiado tarde. Quem em 2002 tinha doze anos, agora já passou os vinte, e já não parece ligar muito aos dramas adolescentes explorados nas letras do quinteto. Num domingo à noite, a sala enche-se de raparigas que devem ter no máximo 15 anos, de mulheres acompanhadas com os namorados que foram à força e, surpreendentemente, de alguns homens, uns adolescentes, outros já perto dos 30, mas que parecem ter ido calhar na sala por puro divertimento.

E mesmo o Coliseu não estando cheio, a noite provou ter alguns momentos especiais para um simples concerto. A música "Thank You" foi alterada - o refrão foi cantado com a mudança da letra para 'Obrigado' e ainda houve uma fã sortuda, uma Mariana, que conseguiu ter os parabéns cantados pelos canadianos e pelo público. Ainda assim, aquilo que mais deve ter apanhado o público foi a conversa um tanto erótica do baixista David Desroiers e um medley que contemplou as músicas de Maroon 5, Taio Cruz e LMFAO, onde o vocalista Pierre Bouvier brindou o público feminino com o levantar da tshirt preta e a mostra dos seus abdominais definidos.

Passando por várias músicas do primeiro e do álbum mais recente, a noite acabou com a música mais esperados por todos - a balada "Perfect", tocada com uma introdução acústica, fez algumas raparigas chorarem e muitos relembrarem o que é ser adolescente e sentir-se incompreendido.

A noite assim fechou. Uma noite que ficou por um público a metade e que trouxe uma banda energética com um plano muito simples - tornar um concerto numa festa entre amigos.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Legislativas 2011 à porta


Com as Eleições Legislativas 2011 à porta, torna-se importante saber em quem votar.

O principal assunto que serve de base a confrontos entre os adversários é, claramente, a questão da situação económica e financeira portuguesa. Mais recentemente fez-se alusão à já falada questão do Sistema Nacional de Saúde. José Sócrates considera que o "SNS vai a votos" no dia 5 de Junho, frase que se coloca como crítica implícita ao PSD.


A única coisa que parece não provocar divergência entre os partidos é a ocorrência de eleições antecipadas, que serão a única saída para o actual impasse político do país.

Como curiosidade, aqui fica uma infografia do Público, relativa às legislativas de 1976 até 2009. A peça conta com resultados gerais da votação, partido vencedor por distrito e número de deputados eleitos de cada partido.

Clique aqui para ver a infografia

segunda-feira, 23 de maio de 2011

The National em Portugal

Os The National estão em Portugal para dois concertos. A esta hora estão no Coliseu do Porto e amanhã estarão em Lisboa, no Campo Pequeno.

Para quem, como eu, não os vai poder ver ao vivo, aqui fica uma música - Slow Show do álbum de 2007: Boxer.


sábado, 14 de maio de 2011

Manuel António Pina vence Prémio Camões 2011

Este ano foi a vez de Manuel António Pina, jornalista e escritor português, ganhar o Prémio Camões. Este galardão é considerado o maior prémio literário a ser atribuído a um autor de língua portuguesa pelo conjunto da sua obra. 

Ontem, o escritor recebeu com surpresa a notícia desta vitória: "É a coisa mais inesperada que poderia esperar. (...) Nem sabia que estava hoje [dia 13 de Maio] a ser discutida a atribuição do prémio."


Este ano, a discussão da atribuição do prémio teve lugar no Brasil, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. 

O Prémio Camões não era atribuído a um escritor português desde 2007, altura em que António Lobo Antunes foi galardoado. 

Manuel António Pina já publicou dezenas de livros de poesia e de literatura infantil e só em 2003 se aventurou na ficção para gente graúda. Actualmente, assina uma crónica diária no Jornal de Notícias.

E para incitar a vontade de ficar a conhecer mais deste autor, deixo-vos um poema:

Eu não procuro nada em ti,
nem a mim próprio, é algo em ti
que procura algo em ti
no labirinto dos meus pensamentos.

Eu estou entre ti e ti,
a minha vida, os meus sentidos
(principalmente os meus sentidos)
toldam de sombras o teu rosto.

O meu rosto não reflecte a tua imagem,
o meu silêncio não te deixa falar,
o meu corpo não deixa que se juntem
as partes dispersas de ti em mim.

Eu sou talvez
aquele que procuras,
e as minhas dúvidas a tua voz
chamando do fundo do meu coração.
Eu não procuro nada em ti, Manuel António Pina


Aula Aberta na Academia dos Saberes

Há uns tempos, recebi um convite da minha professora de Português e Literatura dos 10º e 11º anos - prof. Emília Ralo - para estar na Academia dos Saberes da Universidade Sénior, em Loures, numa aula aberta sobre “O que lêem e escrevem os jovens de hoje”.

Na quinta-feira, dia 12, foi o dia de estarmos presentes (eu e dois colegas da mesma escola secundária) para falarmos um pouco das nossas experiências, como leitores e “escritores”, a pessoas que, agora, muitos anos depois, voltam à escola. Perguntas como O que lês? O que escreves? Quando, porquê? Quando despertaste para a leitura e para a escrita? O que contribuiu para esse interesse? e a leitura de uma produção nossa serviram de mote para a nossa exposição.

Devo dizer-vos que gostei imenso. Aquelas pessoas mostraram-se disponíveis para nos ouvirem e deram-nos uma oportunidade para provarmos que, afinal, como um deles disse, os jovens também se interessam pela cultura. Porque, sim, essa ideia feita ainda está muito carimbada nas pessoas, quanto mais não seja pela repetição insistente de frases como a juventude está perdida ou isto no meu tempo não era nada assim. Balelas, perdoem-me. Como em todas as gerações há pessoas que se mostram interessadas e outras não. Há pessoas que merecem o estímulo que lhes é dado, há outras que, por muito estimuladas que sejam, qualquer apelo será sempre infrutífero. É mesmo assim,  seja na literatura, nas artes, na política, no que for.

Foi muito agradável responder às perguntas, ver a reacção que tiveram àquilo que lhes lemos, receber todos os beijinhos no fim a as palavras entusiastas de quem via em nós um futuro mais colorido. Não que sejamos os maiores, mas talvez porque as ideias que estão formadas acerca de nós sejam bastante cinzentas. E acho que os nossos três exemplos conseguiram desmistificar um pouco isso. Pelo menos assim o espero.

Depois, tenho de revelar que fiquei encantada. Isto porque admiro verdadeiramente as pessoas como aquelas para quem falei na quinta-feira. Acho o conceito de Universidade Sénior fascinante e mais ainda fascinantes as pessoas que voltam a estudar tantos anos depois, mostrando, também, como me disse uma senhora, que as pessoas mais velhas não se interessam só pelas novelas da sic e da tvi, mas também gostam de ler, escrever, estar na internet e no facebook, confessou de sorriso aberto.

Para mim, futura jornalista, um senhor deixou um conselho: nunca inventes notícias. Há coisas a acontecer todos os dias, não é preciso inventar o que não existe. Assim o farei.

Um agradecimento a todos. Espero voltar. Quem sabe para fazer uma reportagem. Gostaria imenso e vou guardar a ideia.
___________
Nota: Para a semana, em princípio, vão chegar algumas fotografias.

Catarina Nunes
(podem ler o mesmo artigo e outras coisas minhas aqui)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Tão longe e tão perto

Hoje venho falar de dois assuntos distintos, mas que mereceram a minha atenção durante este dia.

O primeiro é o facto de o Hospital dos Capuchos se ter transformado num local de protesto. Eu acredito que, para além da confusão com as consultas de oftalmologia, as pessoas ainda vinham com força do dia do 1º de Maio.

O hospital garantiu que vai ter condições para que não haja mais situações destas. Mas a verdade é que ouvimos na televisão inúmeras pessoas a voltar para casa sem consulta e outras a desistir. Já todos sabemos que uma das realidades em Portugal são as listas de espera. E outra ainda: a falta de médicos. Mas vêm estrangeiros. Nada contra, a sério. Desde que este tipo de confusões acabe. Desde que o sistema nacional de saúde tenha credibilidade suficiente para lhe chamarmos isso e que todos tenhamos acesso ao mesmo tipo de serviços. Mas não é isso que acontece. Eu própria conheço alguém que foi para marcar uma consulta hoje de manhã e que desistiu mal chegou ao hospital. É ou não incrível que para consultas deste tipo haja apenas dois dias por ano para marcações? É tão óbvio que isso vai criar problemas! A afluência de pessoas ao Hospital dos Capuchos teve como causa esta boa organização. Ou então foi porque, de repente, todos acharam que estavam a ver mal quando leram: "Bin Laden morto".

Henricartoon (Sapo)

Pois é, o número um da lista dos procurados pelo FBI morreu hoje. Interessante é também o facto de os americanos terem sepultado o corpo de Bin Laden no mar. Para alguns muçulmanos, isso é um detalhe anedótico. E por acaso até é. Já vamos ver porquê mais à frente.

Outros duvidam de que Bin Laden esteja morto. Pudera, com Photoshop mal feito toda a gente vai duvidar das verdadeiras notícias. E aposto que quem conseguiu ver que a fotografia era montagem foi o único doente a conseguir consulta de oftalmologia! Vi comentários em todo o lado, porque gosto de ver a opinião das pessoas após notícias destas. Li dizerem que deitaram o corpo às águas do Paquistão porque ninguém iria aceitar receber o corpo. Li também dizerem que era uma estratégia dos Estados Unidos para reduzirem a força de Bin Laden ser uma grande figura de culto. Eu acho que não reduz nada. Li ainda (e acrescento: é ridículo) que deitaram o corpo na água por ser degradável e porque na terra podiam ir desenterrá-lo. Certo. Eu acredito na segunda hipótese...agora, por ser degradável? Eu sei que todos temos um Recycle Bin no Ambiente de Trabalho e que Bin (trash can) Laden (loaded) num inglês mais rasca possível é "cheio de lixo" (confirmem num dicionário), mas não levemos as coisas à letra.

Eu não tenho dúvidas de que o terrorista foi atirado às águas e de que está morto. Nem de que o teste de ADN foi feito antes disso. Houve tempo para tudo. Aliás, comprovem no Jornal de Notícias de hoje que foi encontrado por pescadores um cadáver a flutuar no mar a sul de Sagres. Também podem ler na versão online, na secção Faro > Vila do Bispo. Se contarmos com o facto desta ser uma notícia saída às 18h10...mesmo assim, foi rápido! Ainda fui ao site do Instituto de Meteorologia ver se percebia alguma coisa da ondulação, mas desisti. Agora, com a média da temperatura da água a 16º nem sequer enviam o senhor com uma pranchita, não fosse acordar pelo caminho? Mas vá, pelo sim pelo não, é melhor que Donald Trump exija a cédula de óbito de Osama.

Continuando, não entendo o porquê da queda do petróleo aquando do anúncio da morte de do senhor. Vamos ver se a descida do outro negro se reflecte numa queda dos preços da gasolina, do gasóleo, dos transportes. Gostava de me enganar, mas daqui a uns dias isto vai mudar tudo outra vez. Reacções psicológicas temporárias, dizem eles. Era bom que não fosse. É verdade, mantenham-se protegidos. Não vá entrar pelo vosso computador um dos novos vírus criados com isto tudo.

Vamos voltar ao nosso buraquinho. Em Portugal temos sempre em mente que nada nos acontece. Que no nosso cantinho à beira mar plantado há poucas tempestades, muita serenidade e que ninguém nos liga. Aqui não acontece nada - tirando a crise, claro. Mas as coisas estão tão longe como podem estar perto. Não nos podemos esquecer de que Portugal é aliado dos Estados Unidos. Vai ser a sua asa a defender-nos mas, muito provavelmente, seremos levados em voos com eles. Literalmente ou não. Acredito em retaliações mas também acredito na força da prudência. Digo ainda, acredito que Al-Qaeda é muito mais do que um só nome, muito mais do que um símbolo que teve o seu último dia hoje. Seja Al-Awlaki ou outro qualquer, isto não vai acabar por aqui.
A baixa portuense esteve em alta com os Zelig!

António Serginho na percussão, Peixe na guitarra e José Marrucho na bateria

O Alta Baixa recebeu no passado sábado os Zelig, no Maus Hábitos. Este evento mensal dá acesso, por apenas cinco euros, a três bares da rua Passos Manuel: Pitch, Passos Manuel e Maus Hábitos. Este mês, o concerto principal do Maus Hábitos ficou a cargo dos Zelig, banda alternativa/experimental formada no final de 2006, pelo Peixe (Ornatos Violeta, Pluto e Orquestra de Guitarras e Baixos Eléctricos), o Eduardo Silva (Pluto e Foge Foge Bandido), o Nico Tricot (Red Wings, Mosquito Stings, Electric Buttocks e Foge Foge Bandido), o António Serginho (Drumming, Nuno Prata, dagUida, Tchakare Kanyembe e Foge Foge Bandido) e o José Marrucho (Jazz Big Bands). O primeiro e único álbum deles, que pode ser comprado aqui, foi lançado há quase um ano - a 31 de Maio de 2010.


No concerto tivemos direito às 13 músicas de Joyce Alive! e ainda a duas de encore. Foi uma hora cheia de energia electrizante, preenchida não só por instrumentos dos mais comuns, como a bateria, o teclado, o contrabaixo ou a guitarra, mas também pelos mais bizarros e menos vistos, como o serrote com arco, o vibrafone e até frigideiras, latas e chapas! Com uma mistura de rock, jazz e música erudita, os cinco músicos conseguem facilmente conquistar o público e pô-lo a dançar.

António Serginho na percussão
José Marrucho na bateria, Peixe na guitarra, Eduardo Silva no contra-baixo e Nico Tricot na flauta

Há quase um ano que queria vê-los ao vivo, e ainda não tinha conseguido. Estes cinco euros foram muito, muito bem empregues - e nem foi pela possibilidade de ir ao Pitch ou ao Passos Manuel, foi mesmo apenas por este concerto fantástico. Já perto do final, um CD foi atirado para o público, pelo Serginho, "como se atira o bouquet da noiva", explicou o Peixe num tom bastante divertido.

José Marrucho na bateria

Nico Tricot no serrote com arco

Eduardo Silva no contra-baixo
Nota: Fotografias de Íris Rocha.

Vira o disco e Troika o mesmo II

Vira o disco e troika o mesmo II by franciscomgmendes

domingo, 1 de maio de 2011

1º de Maio - Dia do Trabalhador e não só


Protestos de trabalhadores assinalam o 1º de Maio em todo o mundo


RTP regista momentos altos da cerimónia de beatificação de João Paulo II


Hoje é Dia da Mãe


Coreografia no Palácio do Gelo assinala Dia Mundial da Dança

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Desporto

Inquérito a Mourinho, Real Madrid e Barcelona








Foi aberto nesta quinta-feira um inquérito disciplinar ao Real Madrid e ao Barcelona. Este inquérito foca principalmente José Mourinho e visa analisar "declarações inapropriadas" do treinador, após a primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões.

As palavras de José Mourinho foram ditas logo depois do jogo, em Santiago Bernabéu, que acabou com a vitória do Barcelona por 2-0. O treinador do Real Madrid questinou a arbitragem e disse que teria vergonha de conquistar um título tal como o Barcelona nas meias-finais de 2009, nas quais, segundo o mesmo, a equipa foi beneficiada. A cargo da UEFA fica a tarefa de decidir se Mourinho violou as regras básicas da conduta decente e os princípios de desportivismo.

Quanto ao seu clube, o inquérito foi aberto devido ao arremesso de objectos e invasões do relvado. O cartão vermelho mostrado a Pepe, que levou à expulsão do treinador aos 61 minutos, fica também para avaliação posterior.

O caso contra o Barcelona deve-se a outro cartão vermelho, desta vez mostrado a José Pinto, o guarda-redes suplente, que se envolveu com Chendo. Dia 6 de Maio é a data marcada para a análise destas questões.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Vira o disco e troika o mesmo

Vira o disco e troika o mesmo by franciscomgmendes

Actual

Morreu Vitorino Magalhães Godinho

Vitorino Magalhães Godinho é um dos pioneiros das ciências sociais em Portugal
Foto: Miguel Madeira


O historiador, professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa e antigo director da Biblioteca Nacional, Vitorino Magalhães Godinho morreu na passada terça-feira, aos 92 anos.

Nascido em Lisboa no ano de 1918, notabilizou-se pela luta contra o Estado Novo e por exercer o cargo de ministro da Educação e Cultura em 1974.

Será também recordado como o autor da obra que renovou os estudos de história da expansão portuguesa numa perspectiva mundial, “Os Descobrimentos e a Economia Mundial”, editada em 1983-1984.

A morte de Magalhães Godinho, um pioneiros das Ciências Sociais em Portugal, foi confirmada hoje, quarta-feira, por fonte da Universidade Nova de Lisboa, onde coordenou o Departamento de Sociologia.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Patrick Watson em Lisboa

Ontem, foi dia de concerto na Aula Magna: Patrick Watson e Tiago Bettencourt (a abrir) subiram ao palco. Aqui fica a opinião de uma das Jornalistas Em Linha:

A expectativa era grande. Desde o ano passado - altura em que não pude ir ao Super Bock Super Rock - que ansiava ver este músico ao vivo. Uma conclusão mesmo antes de avançar: para mim, foi perfeito.
A noite só podia prometer mesmo a perfeição: Tiago Bettencourt entrou em palco, descontraído, simples e simpático e quando se sentou ao piano ofereceu-nos algo de que, muito honestamente, não estava à espera e que me deixou encantada - My Body Is A Cage, de Arcade Fire. Conduziu uma abertura extremamente competente e bem humorada sob o pretexto, como lhe chamou, de Tiago na Toca - "Tiago na Toca é só um pretexto para vir tocar aqui aquilo que me apetece. Não vão ouvir músicas conhecidas minhas". Foram Tom Waits, Bob Dylan, e O'Neill e Sophia de Mello Breyner musicados, entre outras canções dele e de outros.
O homem da noite e os companheiros (tanto guitarrista, baixista e baterista, como o quarteto de cordas, dois quais três membros eram portugueses) entraram em palco, e fizeram soar os primeiros acordes na Aula Magna, debaixo de uma escuridão apenas interrompida por umas lanternas que traziam nas mãos. A luz, aliás, foi um dos pontos fortes ao longo de todo o concerto - o ambiente era íntimo e a luz acompanhava na perfeição a intensidade e as vibrações de cada momento. Pena que não seja poeta e as minhas palavras não cheguem para descrever as coisas que só os sentidos captam.
Foto: Vanessa Krithinas in Cotonete
Não faltaram canções como "Beijing", "Big Bird In A Small Cage", "Drifters", "To Build A Home" ou "Great Escape" já num dos encores, assim como a apresentação de novas músicas que vão fazer parte do próximo álbum.
Cerca de uma hora e quarenta de momentos musicais arrepiantes: ao piano sozinho, ora com uma banda electrizante, ora ao centro numa moldura encantadora, Patrick manteve-se sempre em contacto directo com quem o ouvia. Rimos muitas vezes com ele. Um gajo boa onda e tranquilo que faz boa música e enche a sala com uma facilidade invejável.
O público aplaude, aplaude, aplaude de pé. Não se cansa de aplaudir. Há dois encores. Patrick Watson oferece a última música, sozinho em palco, mergulhado na escuridão de uma Aula Magna que o escuta em silêncio. Volta a banda toda para agradecer. Deste lado, continua a aplaudir-se até as luzes da sala se acenderem.
Faltam-me adjectivos. Que concerto!

O mesmo artigo pode ser lido aqui.

Alterações Editoriais

O blog dos Jornalistas em Linha, depois desta paragem para "carregar baterias" e alinhavar ideias, irá sofrer algumas alterações editoriais. Pretendemos que deixe de ser um blog, quase exclusivamente informativo, para passar a revelar um pouco mais de cada um de nós. Assim, prometemos aventurarmo-nos em suportes para além do texto escrito com sugestões, reflexões, pensamentos, ideias ou humor. Não queremos para já revelar todas as surpresas que se avizinham, mas esperamos tornar o blog mais diversificado e de forma a que ganhe o seu espaço e fidelize alguns leitores. No entanto, não iremos descurar o lado informativo tão importante na profissão que decidimos abraçar.

Os Jornalistas Em Linha

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Actual

Mário Soares e Passos Coelho encontraram-se em segredo

É quinta-feira, mas só se soube agora que Mário Soares e Pedro Passos Coelho encontraram-se na manhã da passada segunda-feira, em segredo. Segundo jornal Sol, o encontro entre os dois políticos de fracções opostas teve a duração de hora e meia e, segundo fontes da direcção do PSD, a reunião prendeu-se no manifesto Um Compromisso Nacional.
O ex-presidente da República foi ao encontro acompanhado por Leonor Beleza e Soares dos Santos, todos eles subscritores do documento, que já ascende a mais de uma centena, reunindo até outros dois ex-presidentes da Repúblicos, Ramalho Eanes e Jorge Sampaio.
Um Compromisso Nacional é um manifesto, inicialmente assinado por 47 personalidades portuguesas, dentro destas políticos, empresários, escritores e pintores, que faz apelo a um consenso entre os partidos e instituições tendo em conta a "credibilidade externa" e a uma "maioria [parlamentar] inequívoca", tida por "indispensável na construção do consenso mínimo para responder à crise".

(Fonte: iOnline / Sol)

Cultura

Zé Leonel, dos Ex-Votos, morreu



Morreu hoje aos 50 anos Zé Leonel, um dos fundadores dos Xutos & Pontapés, devido a um cancro no fígado com que se debatia há cinco meses.
O músico morreu esta madrugada na sua casa, em Loures.
O último concerto de Zé Leonel, com os Ex-Votos, foi no Centro Cultural da Malaposta, em Odivelas, na semana passada. Este concerto contou com a participação especial de Kalú, o baterista dos Xutos & Pontapés.
O corpo do músico está em câmara ardente desde o meio-dia de hoje, na igreja da Póvoa de Santa Iria. O funeral realizar-se-á às 10h00 de sexta-feira, na mesma igreja.
Zé Leonel foi o vocalista fundador dos Xutos & Pontapés, grupo que abandonou em 1981. Fundou os Ex-Votos em 1989. Esta banda fez uma pausa em 2003, tendo retomado a carreira para a celebração dos 20 anos, em Novembro de 2009.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Desporto

FC Porto vence na Luz e apura-se para a final da Taça

Mais uma demonstração de classe e raça do FC Porto. Mexeram no destino os dragões. Anularam a desvantagem da primeira mão (0-2) e foram à Luz vencer, por 3-1. E a final da Taça de Portugal à vista.

Três golos em 11 minutos, 61, 63 e 74 - Cardozo, aos 79 minutos, de penalty, ainda deu uma restia de esperança às águias - , garantiram ao FC Porto, o novo campeão nacional, a presença no Estádio Nacional, onde os dragões vão, agora, defrontar o Vitória de Guimarães.