terça-feira, 26 de abril de 2011

Patrick Watson em Lisboa

Ontem, foi dia de concerto na Aula Magna: Patrick Watson e Tiago Bettencourt (a abrir) subiram ao palco. Aqui fica a opinião de uma das Jornalistas Em Linha:

A expectativa era grande. Desde o ano passado - altura em que não pude ir ao Super Bock Super Rock - que ansiava ver este músico ao vivo. Uma conclusão mesmo antes de avançar: para mim, foi perfeito.
A noite só podia prometer mesmo a perfeição: Tiago Bettencourt entrou em palco, descontraído, simples e simpático e quando se sentou ao piano ofereceu-nos algo de que, muito honestamente, não estava à espera e que me deixou encantada - My Body Is A Cage, de Arcade Fire. Conduziu uma abertura extremamente competente e bem humorada sob o pretexto, como lhe chamou, de Tiago na Toca - "Tiago na Toca é só um pretexto para vir tocar aqui aquilo que me apetece. Não vão ouvir músicas conhecidas minhas". Foram Tom Waits, Bob Dylan, e O'Neill e Sophia de Mello Breyner musicados, entre outras canções dele e de outros.
O homem da noite e os companheiros (tanto guitarrista, baixista e baterista, como o quarteto de cordas, dois quais três membros eram portugueses) entraram em palco, e fizeram soar os primeiros acordes na Aula Magna, debaixo de uma escuridão apenas interrompida por umas lanternas que traziam nas mãos. A luz, aliás, foi um dos pontos fortes ao longo de todo o concerto - o ambiente era íntimo e a luz acompanhava na perfeição a intensidade e as vibrações de cada momento. Pena que não seja poeta e as minhas palavras não cheguem para descrever as coisas que só os sentidos captam.
Foto: Vanessa Krithinas in Cotonete
Não faltaram canções como "Beijing", "Big Bird In A Small Cage", "Drifters", "To Build A Home" ou "Great Escape" já num dos encores, assim como a apresentação de novas músicas que vão fazer parte do próximo álbum.
Cerca de uma hora e quarenta de momentos musicais arrepiantes: ao piano sozinho, ora com uma banda electrizante, ora ao centro numa moldura encantadora, Patrick manteve-se sempre em contacto directo com quem o ouvia. Rimos muitas vezes com ele. Um gajo boa onda e tranquilo que faz boa música e enche a sala com uma facilidade invejável.
O público aplaude, aplaude, aplaude de pé. Não se cansa de aplaudir. Há dois encores. Patrick Watson oferece a última música, sozinho em palco, mergulhado na escuridão de uma Aula Magna que o escuta em silêncio. Volta a banda toda para agradecer. Deste lado, continua a aplaudir-se até as luzes da sala se acenderem.
Faltam-me adjectivos. Que concerto!

O mesmo artigo pode ser lido aqui.

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