Um general norte-americano declarou, após a terceira noite de explosões em Trípoli, que os ataques da coligação internacional devem abrandar. O facto das forças líbias anti-Khadafi ainda não terem aproveitado a campanha aérea para assumir o poder está a ser visto como um indício de que um impasse no futuro do país se avizinha. Também Alain Juppé, chefe da diplomacia francesa, declarou que a operação militar das forças internacionais poderá “parar a qualquer momento”.
A coligação não confirma ter executado operações na noite da passada segunda-feira, mas jornalistas que se encontram na capital líbia, Trípoli, afirmavam a possibilidade de algumas explosões serem o resultado de ataques e não apenas o disparo das baterias antiaéreas. Segundo a Al-Jazira, duas das explosões pareciam ter atingido duas instalações navais. Enquanto que outra, segundo testemunhos, foi ouvida nas proximidades do complexo de Muammar Khadafi, que está, para já, em paradeiro desconhecido.
O general que lidera as forças americanas na operação na Líbia, Carter Ham, afirmou “que a não ser que aconteça algo de excepcional, vamos ver uma diminuição dos ataques”. A maior parte das defesas aéreas líbias já foram destruídas pelos ataques das forças internacionais.
A coligação internacional tem sido alvo de críticas pela intensidade dos ataques na Líbia. A China, que se absteve na votação no Conselho de Segurança que aprovou a resolução 1978, que permite ataques para proteger civis, disse na passada segunda-feira que as acções militares foram longe demais e hoje alertou para "um desastre humanitário" no país.
A coligação internacional tem sido alvo de críticas pela intensidade dos ataques. A China, que se absteve na votação no Conselho de Segurança que aprovou a resolução 1978, que permite ataques para proteger civis, disse ontem que as acções militares foram longe demais e hoje avisou para "um desastre humanitário" no país.
Tanque de forças pró-Khadafi destruído pelos ataques aéreos
(Foto: Suhaib Salem/Reuters)
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