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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Cultura

Dias da Música. A crise não atingiu a festa no CCB

O Festival fecha contas com uma receita superior a 147 mil euros

O festival “Dias da Música”, que decorreu entre sexta-feira e hoje no Centro Cultural de Belém (CCB), chega ao fim com quase 24 mil bilhetes vendidos e uma receita superior a 147 mil euros. Para o ano o tema é a voz.

O balanço ainda é preliminar, como salvaguardou logo no início de uma conferência de imprensa o presidente do CCB, António Mega Ferreira, e a contabilização foi feita até às 17:30 de hoje.

“Às 17:30 tínhamos cerca de 23.600 bilhetes vendidos para uma capacidade total de 29 mil lugares que foram disponibilizados este ano nos 65 concertos do programa”, revelou Mega Ferreira.

De acordo com o presidente do CCB, estes números significam uma taxa de ocupação de cerca de 80 por cento, “ligeiramente abaixo do ano passado”, mas que “vai ainda subir alguma coisa até ao final” do festival.

 “Neste momento já tínhamos ultrapassado a previsão de receita que tínhamos, que era de 140 mil euros e já estávamos em 147 mil euros”, adiantou.

No que diz respeito à Fábrica das Artes, onde a programação é especialmente pensada para os mais pequenos, inscreveram-se nas atividades um total de 1.711 pessoas e a taxa de ocupação média foi de 97,13 por cento.

Para 2012, o tema do festival, segundo Mega Ferreira, é aquele que a organização sempre quis fazer desde o início da iniciativa, em 2007, mas que ainda não se tinha arriscado a fazer porque “era necessário consolidar a fórmula”.

“A fórmula tem de estar muito bem afinada para que tudo se contenha dentro dos limites orçamentais. É que a próxima edição é cara porque será dedicada à voz humana, seja ao canto através dos tempos, sobretudo a tradição ocidental de música, mas também aberta a outras culturas e a outras formas de expressão musical”, explicou Mega Ferreira.

Apesar deste ser um tema mais caro, o presidente do CCB garantiu que o orçamento do festival em 2012 será exatamente igual ao deste ano, 650 mil euros, e revelou que talvez venha a contar com a Orquestra e o Coro da Calouste Gulbenkian.

Questionado sobre se gostaria de ter da parte da tutela a garantia de poder gerir um orçamento a três anos, Mega Ferreira afirmou nunca ter tentado convencer o Ministério da Cultura dessa necessidade.

 “É evidente que nós gostaríamos de contar com um horizonte financeiro mais estabilizado do que aquele que temos, mas nem sequer acho que este seja o momento para estar a exigir isso”, justificou.

Em declarações à Agência Lusa, a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, revelou ser “uma espetadora habitual e uma admiradora dos Dias da Música”, que assistiu a sete concertos, classificando o tema deste ano – “Da Europa ao Novo Mundo (1883-1945)” – como “aliciante” e “desafiante”.

 “Em resumo este festival foi mais um sucesso extraordinário, englobou grandes nomes da cena internacional e abraçou os artistas portugueses”, sublinhou a ministra da Cultura.

Sobre o tema para o próximo ano – a voz humana – Gabriela Canavilhas foi entusiasta: “Fascinante porque para a voz humana foram provavelmente escritas das melhores partituras da história da música”.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Sociedade

Número de interrupções de gravidez diminuiu no ano passado

Mais de cem jovens com menos de 15 anos fizeram um aborto em 2010. Houve 101 raparigas com idade inferior a 15 anos a abortar o ano passado, um número que não foge à tendência, já que em 2009 os casos de interrupção da gravidezdos 15 anos chegaram aos 128. Mas, a verdade, é que esta situação continua a preocupar. "Continuam a faltar políticas preventivas. Não são os nossos jovens que são diferentes. Não tem é havido investimento suficiente no ensino aos jovens a partir dos 11, 12 anos, sobre os métodos de prevenção de uma gravidez", critica Luís Graça, director do serviço de obstetrícia do Hospital de Santa Maria, Lisboa. O director ainda acrescenta que os números, apesar de alarmantes, vão ao encontro das estatísticas sobre gravidez na adolescência: Portugal tem a segunda maior taxa da Europa.

No entanto, apesar dos dados que são preocupantes, os números globais do relatório dos registos das interrupções da gravidez de Janeiro a Dezembro de 2010, ontem publicados na página da Direcção-Geral de Saúde (DGS), apontam para uma tendência decrescente do número de abortos praticados por via legal. Pela primeira vez os números descem desde que o aborto foi despenalizado.

Em 2010 foram feitos cerca de 18 mil abortos por opção da mulher, menos 311 que no ano anterior. Em 2009 o número tinha subido para mais de 19 mil, contra os 18014 de 2008.

Para Luís Graça os números são um sinal de que três anos e meio depois da legalização, Portugal está a seguir o padrão de outros países europeus onde a prática foi despenalizada. "É um óptimo sinal, porque a tendência dos outros países foi para uma estabilização e depois para um decréscimo. Na Dinamarca, por exemplo, ao fim de três anos os números também começaram a diminuir", explica.

As 18 911 interrupções da gravidez registadas em 2010 excluem os casos em que o aborto foi feito devido a malformação do feto, por perigo de lesão da grávida ou quando a gravidez resultou de um crime contra a liberdade e autodeterminação sexual. Somados estes casos, foram praticados por via legal 19436 abortos, um número que continua a ser inferior ao de 2009 (19848).

É interessante notar que quase um quarto das mulheres que optou pela interrupção da gravidez em 2010 (24,5%) é reincidente: já tinha feito pelo menos um aborto antes. Desse total, 1,8% (340 mulheres) fizeram dois abortos no ano de 2010, 6,3% tinham realizado outra interrupção da gravidez em 2009, 4,6% em 2008 e 11,74% antes de 2008.

A taxa de reincidência continua a desiludir aquele que foi um dos principais defensores da aprovação da lei em 2007. Luís Graça continua a desabafar ter sido "ingénuo" ao pensar que as mulheres iriam "estimar uma lei feita para salvaguardar a sua saúde". Além dos casos evidentes de negligência, as reincidências mostram existir ainda "falta de informação e muita informação deturpada sobre os métodos anti-concepção". Apesar de as mulheres serem reencaminhadas após um aborto para uma consulta de planeamento familiar, "só um terço é que comparece", lembra o obstetra.

Dois terços das interrupções da gravidez feitas em 2010 ocorreram em mulheres com idades entre os 20 e os 34 anos. Mais de 60% tinham um ou mais filhos: quatro tinham pelo menos dez.

(Fonte: iOnline)

segunda-feira, 21 de março de 2011

PEC IV. Governo já entregou documento no Parlamento

por Carlos Ferreira Madeira e Filipa Martins, Publicado em 21 de Março de 2011  |  Actualizado há 2 horas
CDS conta com PSD, PCP e BE para aprovar actualização do valor das pensões mínimas

Sócrates convocou ontem um conselho de ministros extraordinário durante três horas para aprovar o PEC IV
Sócrates convocou ontem um conselho de ministros extraordinário durante três horas para aprovar o PEC IV
O governo já entregou na Assembleia da República a actualização do Programa de Estabilidade e Crescimento para 2012-2013. A conferência de líderes está marcada para esta terça-feira às 10 horas da manhã.  
O governo prepara-se desta forma para uma crise política já esta semana caso os partidos da oposição, decidam votar um projecto de resolução que, na prática, significará um "chumbo" ao PEC IV. 
José Sócrates convocou ontem o governo para um conselho de ministros extraordinário que durou mais de três horas. No fim, o ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Pedro Silva Pereira, informou que o executivo aprovou a actualização do PEC, o que "corresponde à vontade manifestada junto dos partidos da oposição para entregar o documento na Assembleia da República de forma a que o parlamento possa, se assim o entender, discuti-lo antes da cimeira de Bruxelas" - o Conselho Europeu que reúne já a 24 e 25 de Março.


Pedro Silva Pereira fez uma declaração ao país, no final da reunião ministerial, e repetiu o mantra político socialista dos últimos dias: "O governo permanece inteiramente disponível para dialogar com todos os partidos da oposição que queiram evitar uma crise política, que será perigosíssima para o país": "Permanece salvaguardado o diálogo e o consenso" para "poupar Portugal a esta crise". 



O ministro da Presidência deixou, a propósito, um aviso. "O governo vai ter de chegar à próxima cimeira" com uma de duas posições: ou demonstra que "pode executar as políticas com que se comprometeu", ou terá "de dar conta às autoridades" de que "a tentação pelo poder e os interesses partidários se sobrepõem ao interesse nacional", afirmou Silva Pereira. "Se os partidos da oposição agirem manifestando uma obstrução à estratégia de consolidação orçamental que apresentámos em Bruxelas, podem fazê-lo", disse o ministro. Isso significa, para o governo, que a oposição deve ser responsabilizada pela crise política nas próximas eleições.



O executivo socialista perdeu a confiança da oposição quando anunciou novas medidas de austeridade a 11 de Março, dia da cimeira extraordinária dos líderes da zona euro. Não as negociou no Parlamento, não envolveu os parceiros sociais na discussão e não informou o Presidente da República. Motivo para que o PSD dizer que não apoia o PEC IV. Ainda ontem, após o conselho de ministros, o líder parlamentar do PSD, Miguel Macedo, rejeitou qualquer hipótese de negociação.



Até ao fecho desta edição, o governo não disponibilizou a versão do PEC que aprovou: a versão portuguesa e a inglesa (que foi entregue em Bruxelas) diferem. Acresce que o primeiro-ministro recuou face ao anúncio de congelamento das pensões. Sócrates corrigiu o tiro na sexta-feira e disse no parlamento haver margem para aumentar as pensões mínimas em 2012.



O CDS-PP vai levar a discussão e votação na Assembleia da República, na quinta-feira, um projecto que pretende assegurar a actualização das pensões mínimas tendo em conta o valor da inflação, independentemente do congelamento do indexante dos apoios sociais (IAS). O projecto deverá ter o apoio do PSD, do PCP e BE. "Enquanto o IAS estiver congelado, queremos que pelo menos as pensões mínimas aumentem ao nível da inflação. Não estamos aqui para descongelar o IAS", disse ao i o líder da bancada parlamentar do CDS-PP. 



A proposta abrange "quase um milhão de pessoas" que recebem "pensões mínimas de 227 euros por mês, pensões sociais de invalidez de 189 euros por mês e pensões mínimas do regime contributivo de 246 euros", diz Pedro Mota Soares, referindo que o aumento está indexado ao valor do IAS, neste momento congelado. A proposta é uma resposta às medidas de austeridade do governo e que previam, num primeiro momento, o congelamento das pensões mínimas já no próximo ano. Mas o governo deverá ter inscrito no PEC um ligeiro aumento das pensões inferior, ainda assim, ao da inflação.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Sociedade

O presidente do conselho de administração da Estradas de Portugal renuncia ao cargo a partir de Abril

O presidente da Estradas de Portugal, Almerindo Marques, demitiu-se hoje do cargo na sociedade anónima de capitais públicos, confirmou o i. Marques renuncia ao cargo a partir de Abril.

Almerindo Marques assumiu o cargo aceitou o convite do Ministro das Obras Públicas para ser o presidente do conselho de administração da Estradas de Portugal em, Novembro de 2007. Na altura, era presidente do conselho de administração da RTP, cargo que ocupava desde 2002.
Eduardo Martins