Situação na central de Fukushima 1 está “razoavelmente estável”
A situação na central nuclear japonesa Fukushima 1 está “razoavelmente estável”, segundo um responsável da Agência Internacional de Energia Atómica. A operação para arrefecer com água a piscina de combustível usado do reactor 3 terá sido eficaz, mas os níveis de radiação aumentaram após a operação.
Graham Andrew, responsável da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) disse hoje em conferência de imprensa que a situação na central nuclear, onde houve vários incêndios e explosões após o sismo e o tsunami de 11 de Março, é “razoavelmente estável”, comparando com a situação verificada na véspera. Mas, sublinhou, “é possível que venha a piorar”.
A operação das Forças de Autodefesa (as forças armadas japonesas), que em conjunto com a polícia e através de helicópteros e de canhões de água deitaram 64 toneladas de água na piscina de combustível usado do reactor 3, cujo edifício ficou parcialmente destruído, terá dado resultado, adiantou a agência Kyodo. Mas após a operação houve um aumento dos níveis de radiação preocupante.
O Ministério da Ciência japonês revelou que foram detectados, já a cerca de 30 quilómetros da central, níveis de radiação de 0,17 milisieverts por hora, o que significa que, numa exposição de seis horas pode ser absorvido o máximo de radiação considerado seguro para um ano, sublinhou a estação de televisão japonesa NHK.
O nível de radiação na central tinha aumentado de 3,700 para 4,000 microsievert por hora. Dentro do edifício à prova de sismo onde se encontram os funcionários da central pode ter subido para os 3,000 microsievert por hora. Por comparação pode-se dizer que 1,000 microsievert, ou 1 milisievert, é o nível de radação a que as pessoas podem ser expostas, em segurança, num ano.
As autoridades japonesas adiantaram aos responsáveis da AIEA que após a operação levada a cabo pelas forças armadas e a polícia os engenheiros poderiam ligar à rede eléctrica o reactor 2, o que será fundamental para voltar a ligar o sistema de arrefecimento. Após o sismo, o sistema de refrigeração dos núcleos dos reactores 1, 2 e 4 deixou de funcionar, enquanto as estruturas que envolvem os reactores 1, 3 e 4 ficaram danificadas em explosões causadas por libertações de hidrogénio.
O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, agradeceu o empenho das forças armadas e da polícia nesta “operação perigosa” em que tentam evitar uma catástrofe nuclear. O porta-voz do Governo, Yukio Edano, adiantou aos jornalistas que a missão continuará amanhã para evitar libertação de materiais radioactivos das piscinas onde se encontram os combustíveis usados da central. A piscina do reactor 4 chegou a perder toda a água, o que aumentou a radiação para níveis “extremamente elevados”, disse à AFP Gregory Jaczko, presidente da Comissão Reguladora da Energia Nuclear norte-americana.
“A situação não se deteriorou, o que é positivo”, disse Graham Andrew. Mas o responsável da AIEA considerou que a situação é “muito séria” e que é “muito cedo” para falar de esperança. O director da AIEA, Yukiya Amano, irá a Tóquio nas próximas horas para acompanhar a situação e obter mais informações sobre a central. Ainda não se sabe, por exemplo, quando será possível restabelecer a energia que possibilitará o arrefecimento dos reactores. As autoridades deverão empenhar-se nisso até de manhã (noite em Lisboa), mas mesmo que a Tokyo Electric Power (TEPCO), responsável pela central, consiga fazê-lo, não é claro que o sistema de refrigeração volte a funcionar, adiantou a Reuters.
A situação na central nuclear japonesa Fukushima 1 está “razoavelmente estável”, segundo um responsável da Agência Internacional de Energia Atómica. A operação para arrefecer com água a piscina de combustível usado do reactor 3 terá sido eficaz, mas os níveis de radiação aumentaram após a operação.
Graham Andrew, responsável da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) disse hoje em conferência de imprensa que a situação na central nuclear, onde houve vários incêndios e explosões após o sismo e o tsunami de 11 de Março, é “razoavelmente estável”, comparando com a situação verificada na véspera. Mas, sublinhou, “é possível que venha a piorar”.
A operação das Forças de Autodefesa (as forças armadas japonesas), que em conjunto com a polícia e através de helicópteros e de canhões de água deitaram 64 toneladas de água na piscina de combustível usado do reactor 3, cujo edifício ficou parcialmente destruído, terá dado resultado, adiantou a agência Kyodo. Mas após a operação houve um aumento dos níveis de radiação preocupante.
O Ministério da Ciência japonês revelou que foram detectados, já a cerca de 30 quilómetros da central, níveis de radiação de 0,17 milisieverts por hora, o que significa que, numa exposição de seis horas pode ser absorvido o máximo de radiação considerado seguro para um ano, sublinhou a estação de televisão japonesa NHK.
O nível de radiação na central tinha aumentado de 3,700 para 4,000 microsievert por hora. Dentro do edifício à prova de sismo onde se encontram os funcionários da central pode ter subido para os 3,000 microsievert por hora. Por comparação pode-se dizer que 1,000 microsievert, ou 1 milisievert, é o nível de radação a que as pessoas podem ser expostas, em segurança, num ano.
As autoridades japonesas adiantaram aos responsáveis da AIEA que após a operação levada a cabo pelas forças armadas e a polícia os engenheiros poderiam ligar à rede eléctrica o reactor 2, o que será fundamental para voltar a ligar o sistema de arrefecimento. Após o sismo, o sistema de refrigeração dos núcleos dos reactores 1, 2 e 4 deixou de funcionar, enquanto as estruturas que envolvem os reactores 1, 3 e 4 ficaram danificadas em explosões causadas por libertações de hidrogénio.
O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, agradeceu o empenho das forças armadas e da polícia nesta “operação perigosa” em que tentam evitar uma catástrofe nuclear. O porta-voz do Governo, Yukio Edano, adiantou aos jornalistas que a missão continuará amanhã para evitar libertação de materiais radioactivos das piscinas onde se encontram os combustíveis usados da central. A piscina do reactor 4 chegou a perder toda a água, o que aumentou a radiação para níveis “extremamente elevados”, disse à AFP Gregory Jaczko, presidente da Comissão Reguladora da Energia Nuclear norte-americana.
“A situação não se deteriorou, o que é positivo”, disse Graham Andrew. Mas o responsável da AIEA considerou que a situação é “muito séria” e que é “muito cedo” para falar de esperança. O director da AIEA, Yukiya Amano, irá a Tóquio nas próximas horas para acompanhar a situação e obter mais informações sobre a central. Ainda não se sabe, por exemplo, quando será possível restabelecer a energia que possibilitará o arrefecimento dos reactores. As autoridades deverão empenhar-se nisso até de manhã (noite em Lisboa), mas mesmo que a Tokyo Electric Power (TEPCO), responsável pela central, consiga fazê-lo, não é claro que o sistema de refrigeração volte a funcionar, adiantou a Reuters.
| Reuters |
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