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José Sócrates falou esta noite à SIC, dizendo que o Governo cairá caso o novo Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) não for aprovado. Uma crise política e eleições antecipadas serão consequências incontornáveis caso o mesmo se verifique, segundo o Primeiro-ministro.
A única alternativa que o país terá, substituindo as novas medidas, é a entrada do FMI em território nacional, o que, segundo Sócrates, descredibiliza o país. É a primeira vez que Sócrates assume esta sua posição desde a notória oposição do PSD e a possibilidade deste chumbar as novas medidas apresentadas pelo Governo na sexta-feira. Este chumbo significa para o chefe de Governo que faltam condições ao país para conseguir comprometer-se internacionalmente. Defendendo que cumpriu o seu dever, Sócrates desafiou a oposição a apresentar melhores medidas.
Em resposta ao discurso do Primeiro-ministro, Luís Montenegro, do PSD, acusa-o de confundir os portugueses. Uma das razões para defender esta posição foi o facto de José Sócrates ter dito que estaria disponível para discutir o PEC antes do Conselho Europeu de 24 de Março, tendo, segundo Luís Montenegro, rejeitado esta hipótese ainda na manhã de hoje.
O primeiro-ministro mostrou ainda satisfação em relação ao acordo entre os camionistas e o Governo, sobre medidas de apoio a este sector.
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